10.8.10

ΕΚΕΙΝΗ ΤΟΥ ΑΥΓΟΥΣΤΟΥ Η ΒΡΑΔΥΑ

Longe

Queria esta memória falar...
Mas apagou-se já... quase nada subsiste -
porque bem longe, nos primórdios da minha mocidade se situa.

Pele como formada de jasmins...
Aquela noite de Agosto - era Agosto? - a noite...
Quase esqueci os olhos· eram acho violetas...
Ah, sim, violetas· um violeta de safiras.

Konstantinos Kaváfis Os Poemas (1897-1914) [Edições Nefelibata, 2003]
Tradução de Roger Sulis, Marcelo Jolkesky e Apóstolo Nicolacópulos

Errikos Andreu (Grécia)

25.7.10

ΕΚΕΙΝΟ ΤΟ ΚΑΛΟΚΑΙΡΙ ΤΗΣ ΝΙΟΤΗΣ ΜΟΥ

Errikos Andreu (Grécia)

AQUELE VERÃO DE MINHA JUVENTUDE

E que é que ficou daquele verão antigo
nas costas da Grécia?
Que resta em mim do único verão da minha vida?
Se eu pudesse escolher de quanto vivi
algum lugar e o tempo que o prende,
a sua milagrosa companhia é para ali que me arrasta,
onde ser feliz era a natural razão de estar com vida

Perdura a experiência, como um quarto fechado da infância;
não resta já a lembrança de dias sucessivos
nesta sucessão medíocre dos anos.
Hoje vivo esta carência,
e apuro do engano algum resgate
que me permita olhar ainda o mundo
com o amor necessário;
e assim saber-me digno do sonho da vida.

De quanto foi ventura, desse lugar de fortuna,
saco avaramente
sempre uma mesma imagem:
seus cabelos movidos pelo vento
e o olhar fixo dentro do mar.
Apenas esse momento indiferente.
Selada nele, a vida.

Francisco Brines / Espanha
(Trad. A.M., ruadaspretas.blogspot.com)

25.6.10

10.6.10

ΠΡΑΣΙΝΟΣ ΚΥΚΝΟΣ



Fotiní Vulgaropulu (Grécia-EUA)

25.5.10

ΠΟΘΟΣ ΣΤΗΝ ΟΜΙΧΛΗ

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Katerina Marianú (Grécia): Desejo na neblina

10.5.10

ΣΤΡΕΛΛΑ


Strella (2009) Grécia
Yiorgos (o musculoso Yiannis Kokiasmenos) é libertado da prisão após 14 anos a cumprir pena por um crime que cometera na sua aldeia natal, na Grécia. Ele passa a sua primeira noite de liberdade num hotel barato da baixa de Atenas. Aí conhece Strella(Mina Orfanou), uma jovem prostituta transsexual. Passam a noite juntos e depressa se apaixonam. Mas o passado depressa vem assombrar Yiorgos. Com Strella do seu lado, ele tem de procurar novas saídas. Uma extraordinária e fascinante relação, uma tragédia grega pós-moderna sob as luzes brilhantes de Atenas, a narrativa de Strella é o tipo de história contada ao final de uma noite, uma lenda urbana. Histórias que normalmente incorporam um elemento de consciência colectiva, com referências directas a mitos e arquétipos - aqui, da cultura Grega. E é disso que são feitos os heróis deste filme: Gregos, vivendo num país entre a antiguidade e a contemporaneidade, onde a necessidade de uma nova identidade europeia e de um novo sistema de valores é mais pesada que nunca. Dividida entre oriente e ocidente, a Grécia procura rever a sua herança cultural, sem preconceitos, ensaiando o seu lugar no futuro.
O filme conquista o espectador pelas surpreendentes interpretações, além das abundantes cenas de nudez e sexo e de Maria Callas na trilha sonora, acentuando o tom melodramático da fita.
Orfanou é transexual na vida real e este filme marca sua estreia como atriz.

Diretor: Panos H. Koutras
Roteiro: Panajotis Evangelidis, Panos H. Koutras:
Elenco: Mina Orfanou, Yannis Kokiasmenos, Minos Theoharis
Música: Michalis Delta
113 min.
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25.4.10

ΤΟ ΓΑΛΑΖΙΟ ΦΟΡΕΜΑ


Vestido azul (2005) Grécia
A viúva cuida dos três filhos, mas tem um fraquinho por seu único filho. Os primeiros sinais da peculiaridade do filho aparecem desde o início: uma ruptura com modelos sociais e amizades com pessoas do mesmo sexo. Sua paixão pela dança leva-o à Paris e suas paixões para as relações bissexuais. Anos oitenta: Seu fracasso como artista e da deterioração da sua relação com a mãe o leva a decisões extremas: trabalhando como dançarino em um clube de travesti, depois é preso e faz operação de mudança de sexo. Sua mãe tem dificuldades em acompanhar as mudanças na sua vida. Anos noventa: Os sonhos de felicidade que ele não tem. O final é tragicamente libertador.
Diretor: Giannis Diamantopoulos
Elenco: Rania Ekonomidou, Yorgos Nanouris, Maria Eglezaki, Elektra Nikolouzou, Markella
105 min.
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10.4.10

ΑΓΓΕΛΟΣ


ANJO (1982) Grécia
Anguelos é um jovem homossexual que vive suas preferências sexuais discretamente, num meio social limitado e hostil. Sua vida começa a mudar ao se apaixonar por Mihalis, um homem experiente, que poderá tirá-lo de um contexto familiar que inclui um pai alcoólatra, uma mãe histérica e uma irmã paralítica. No entanto, o que parecia um sonho se torna um pesadelo: o amante o obriga a se travestir e a se prostituir, colocando em uma situação em que a tragédia é inevitável.
diretor: Giorgios Katakouzinos
roteiro: Giorgios Katakouzinos
fotografia: Tassos Alexakis
música: Stamatis Spanoudakis
elenco: Michalis Maniatis, Marie Alkeou, Caterina Helmi
Longa-metragem - 120 min.
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25.3.10

"2"







“2” (2006)
Dimitris Papaioanu (coreografia)
Konstantinos Vita (música)

10.3.10

ΜΝΗΜΗ ΑΙΣΘΗΤΙΚΗ ΑΓΟΡΙΟΥ ΤΗΣ ΙΩΝΙΑΣ


Orofernes

OROFERNES

Orofernes é quem vês na moeda
meio risohno,
vulto fino y convidativo.
Seu pai foi Ariárates.

Infante, expulsaram-no da Capadócia;
longe do mega solar avoengo,
foi parar na Iônia, onde deixaram-no crescer:
que fosse um joão ninguém entre estrangeiros!

Ah! Inolvidáveis noites jônias!
Sem paúra e nos moldes helênicos,
teve acesso ao hedonismo pleno.
Seu coração batia em asiático,
mas, nas atitudes e na linguagem, era um grego.
Apliques turquesas na indumentária grega,
do corpo efluia o jasmim mais puro.
Destaque pela fermosura, pelo ideal,
entre a mocidade jônia, a mais garbosa.

Fizeram-no basileu,
durante o ingreso sírio na Capadócia.
Foi quando passou a renovar, dia a dia , seu desfrute,
obcecado acumulador de ouro e prata,
por puro regozijo e pavoneamento:
vislumbre do ofuscante acúmulo da fortuna!
Desconhecia as reais condições do país, alheio ao livro-caixa,
ignorava o sucedido a um palmo da vista.
Não tardou para os capadócios destituírem-no.
Desceu à Síria, instalou-se no palácio,
de Demetrio, onde deu vazão a seus pasatempos

Imerso no ócio de um dia qualquer,
pensamentos esquisitos aturdiram-no.
Rememorou: pelo lado materno Antioquida,
e pela centenária Estratonice,
algo da coroa da Síria lhe pertenecia;
era praticamente un selêucida.
Não mais luxurioso e divagante,
embora inábil e meio zonzo,
buscava uma saída,
um estratagema, um plano,
mas fracassou, reduziram-no a pó.

Em alguma página deveconstar seu epílogo;
ou a histrora (sávia!) o suprimiu,
tão pouco afeita ao registro de insignificâncias.

Orofernes é quem vês na moeda.
Seu legado: o fascínio da lindura juvenil,
a forma poética de um fulgor,
A remoração estética de um moco jônio.
Ei-lo, Orofernes, filho de Ariárates.

Konstantinos Kavafis: 60 poemas
Tradução: Trajano Vieira (Ateliê, 2007)

25.2.10

ΟΙ ΑΓΙΟΙ ΣΕΡΓΙΟΣ ΚΑΙ ΒΑΚΧΟΣ

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São Sergio e São Baco
Sergio de Resapha e Baco de Barbalissus, gregos da época romana, militares no exército do imperador Cesar Maximiano, viviam em Coele, Síria, perto de Comana em Cappadocia (província romana), no início do século 4 dC.
Sergio foi comandante (primicerius) da escola de recrutas Arabissus, composta de bárbaros, chamada de Schola Gentilium (Escola dos Pagãos), e Bacchus era seu subalterno (secundarius), seu auxiliar direto.
Manuscritos gregos revelaram que foram abertamente homossexuais e que eram ‘erastai’ (amantes). Estes manuscritos estão em várias bibliotecas européias e indicam a atitude inicial do cristianismo em direção a homossexualidade, de forma diferente do que eles pregam hoje.
Seus nomes são invocados em cerimônias de união entre casais do mesmo sexo, casamento aceito e respeitado por direito divino e humano na Europa cristã na época em que viviam.
Convertidos ao cristianismo, Sergio e Baco não estavam presentes quando o imperador foi fazer um sacrifício a Zeus e Júpiter. Quando chamados por Maximiano que, para testar a sua lealdade, ordenou-lhes a participação nos ritos pagãos de sacrifício, Sergio e Baco se recusaram e assumiram sua fé cristã. A punição foi terrível.
Foram despidos e vestidos com roupas femininas e exibidos pelas ruas da aldeia. Flagelados com chicotadas, Bacco logo morreu, Sergio foi levado para Resapha (Síria) e suportou intensos sofrimentos, caminhando quilômetros com os sapatos forrados com pregos afiados e finalmente foi decapitado. Ambos foram enterrados nos arredores da cidade de Resapah.
Na Idade Média
Os dois foram suscitados em cerimônias para abençoar casais homossexuais.
Na Síria
Após a canonização, o Imperador Justiniano construiu, em honra de Sergio, igrejas em Constantinopla e Acre. A primeira foi transformada em mesquita e tem em seu interior raros exemplares da arte bizantina. Sergio foi nomeado patrono da Síria.
Na Igreja ortodoxa
No Monte Sinai, no Mosteiro Ortodoxo de Santa Catarina, mandado construir pela Imperatriz Helena de Bizâncio, são encontrados ícones de São Sergio e São Baco representados lado a lado, segurando, juntos, uma cruz. Em 2000, o Papa João Paulo II visitou o local.
O fato é que São Sérgio e São Baco, mártires da Igreja, viraram ícones do movimento gay, inspirando artistas. Suas imagens servem à defesa da união civil entre pessoas do mesmo sexo, cujas cerimônias são seladas com a leitura da oração dos dois santos.
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Eles têm até um dia, os jovens amantes são venerados na liturgia bizantina em 7 de outubro.

Oração pronunciada durante o matrimônio religioso entre pessoas do mesmo sexo
Pantaleimon 780 del Monte Athos, século XVI – grego
Ó Senhor, nosso Deus e Governante, que fizeste a humanidade à tua imagem e semelhança, e lhe deste o poder da vida eterna, que aprovaste quando teus santos apóstolos Felipe e Bartolomeu se uniram, juntos não pela lei da natureza e sim pela comunhão do Espírito Santo, e que também aprovaste a união de teus santos mártires Sérgio e Baco, abençoe também a estes servidores N e N, unidos não pela natureza mas pela fidelidade. Permite-lhes, Senhor, amarem-se um ao outro sem ódios e poder continuar juntos sem escândalos, todos os dias de suas vidas, com a ajuda da Santa Mãe de Deus e de todos os teus Santos, porque teu é o poder e o reino e a glória, Pai, Filho e Espírito Santo.

Defensores da igreja acusaram Boswell de forçar a barra em seus estudos sobre os arquivos históricos da igreja. O livro era visto como panfletário, ou seja, interessava à militância homossexual forjar santos gays. Quem apoiou o historiador dizia que a igreja adulterou os arquivos antigos para esconder registros sobre a homossexualidade dos dois. (lesboworldblog.blogspot.com)
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+ Informação:
Mosteiro e Igreja de São Sérgio e São Baco - Malula, Síria

10.2.10

ΕΡΩΣ. ΑΠΟ ΤΗ ΘΕΟΓΟΝΙΑ ΤΟΥ ΗΣΙΟΔΟΥ ΣΤΗΝ ΥΣΤΕΡΗ ΑΡΧΑΙΟΤΗΤΑ

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"Os gregos eram tudo menos hipócritas", a frase é de Nikolaos Stampolidis, director do Museu de Arte Cicládica, na Grécia, e foi dita ao "The Guardian" durante a inauguração de uma exposição que reúne perto de 300 objectos de arte clássica que têm em comum apenas um tema: o sexo na Grécia antiga.
“ [Os gregos] tinham uma sociedade de grande tolerância e ausência de culpa", explica o responsável pela exposição. "Tinham aquilo que eu chamo de equilíbrio."
A exposição monumental junta 272 objectos de mais de 50 museus internacionais que datam desde o século sexto antes de Cristo, até ao século quarto depois de Cristo.
"O conceito de Eros - o amor - era muito amplo nos tempos antigos", disse o arqueólogo ao jornal britânico. "O desejo sexual, naturalmente, fazia parte, mas Eros era mais do que isso, era uma força unificadora que englobava o desejo de alguém, ou mesmo de nada."
A exposição surge, assim, como uma tentativa de definir a evolução do conceito de Eros. Dividida em nove partes, a exposição percorre a época em que Eros era visto como um Deus poderoso, até à época do Império Romano, quando, "menos poderoso, e sob o nome de Cupido, se tornou uma mera companhia de Venus", escreve o "The Guardian". (ionline.pt)
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+ Informação:
http://eros.fabulous.gr/

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25.1.10

ΓΙΑΝΝΗΣ ΤΣΑΡΟΥΧΗΣ 2





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Yannis Tsarouchis (13 janeiro 1910-1989) foi um pintor grego.
Nasceu em Piraeu (Grécia) e estudou na Escola das Artes em Atenas(1929-1935). Era também estudante de Fotis Kóntoglou, o que o introduziu na iconografia bizantina. Foi um do grupo dos artistas gregos, junto com Pikionis, Kontoglou e Ageliki Chatzimichalis, que na década de '30 ajudaram a definir e representar a identidade grega moderna.
Um pintor de grande sensualidade, muito influído pelos impressionistas franceses, elementos que combinou com elementos da escultura helenística clássica e a pintura de cerâmica que tinha amado desde a sua juventude e a arte bizantino, que representa o lado oriental da estética grega, Tsarouchis criou com a soma de tudo o anterior uma iconografia homoerótica de homens vulneráveis e (em muita menor medida) mulheres fortes.

+ Informação:
Yannis Tsarouchis (facebook)
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10.1.10

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